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O suporte segura um controle de videogame na parede, ao lado da televisão, com dois braços curvos que abraçam as alças do controle. O desenho saiu do Thingiverse (o site gratuito de arquivos para impressão 3D), com licença que libera a venda da peça impressa.
A oficina mexeu em três pontos antes da primeira venda: engrossou os braços de 4 para 6 milímetros, abriu dois furos escareados (com a boca chanfrada, para a cabeça do parafuso ficar rente) e deixou 0,3 milímetro de folga no encaixe, para o controle entrar sem arranhar.
O primeiro teste
O primeiro suporte, impresso de pé, partiu no braço esquerdo com o peso de um controle e meio. A camada se soltou como folha de caderno, na linha exata onde o braço começava a curvar.
A impressora monta a peça em camadas empilhadas de 0,2 milímetro, e a junta entre duas camadas é o ponto fraco. De pé, as camadas cruzavam o braço na horizontal, e a força do controle puxava justamente essa junta.
Deitado na mesa
A segunda versão saiu deitada, com as costas do suporte apoiadas na mesa. As camadas passaram a correr ao longo do braço, como as fibras de uma tábua no sentido do comprimento.
O mesmo suporte aguentou 2 quilos pendurados por uma semana, um saco de arroz amarrado com barbante, sem ceder um milímetro.
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A peça aguenta no sentido das camadas e quebra na junta entre elas: a posição na mesa decide a resistência.
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O encaixe de 0,3
A folga do encaixe saiu de uma peça de teste de 10 milímetros, só a boca do suporte, impressa em 12 minutos. Com 0,1 de folga, o controle entrava raspando e deixava risco no plástico. Com 0,5, balançava e caía ao bater a porta da sala.
Com 0,3, o controle entrou com um clique leve e ficou parado. A peça de teste gastou 4 gramas de PLA.
Por que vendeu
O caderno aponta três motivos. O suporte resolve um problema de todo dono de videogame, o controle largado no sofá. Sai em PLA preto ou branco, nas cores dos consoles. E cabe num envelope de papelão, com frete de carta registrada.
As primeiras 10 vendas vieram de uma loja online de artesanato. As 36 seguintes chegaram depois de uma foto nova no anúncio: o suporte na parede, com o controle encaixado, ao lado da televisão ligada.
A foto antiga mostrava a peça sozinha sobre a mesa. A nova mostrava a peça em uso, e o comprador via na hora onde ela ia ficar.
A foto nova saiu de um celular comum, com a luz da janela da sala no fim da tarde. Nenhum equipamento de estúdio entrou na conta, e a peça fotografada foi a mesma do teste do saco de arroz.
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