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O branco que virou palha e a flecha de 4,6 milímetros
Seis suportes em PLA e seis em ASA na janela por 8 semanas: 6 degraus de amarelo no cartão contra 1, e 4,6 mm de flecha com 2 quilos.
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Dois suportes brancos, oito semanas de sol
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"Branco não amarela, branco já é a cor final." Foi a frase que trouxe dois suportes de janela de volta pelo correio, com foto anexa e a palavra "encardido" no assunto. Saíram brancos da mesa em maio. Em julho estavam cor de palha na parte virada para o vidro e ainda brancos na face colada na parede.
Suporte de janela é o item mais simples do catálogo de quem vende impressão: placa vertical com quatro furos, braço horizontal e gancho em L na ponta, onde entra o vaso de samambaia. O gancho carrega dois quilos de vaso, terra molhada e água, vinte e quatro horas por dia, com sol por cima.
O PLA é um poliéster do ácido lático. A radiação ultravioleta quebra a cadeia dele por cisão fotolítica, e o pedaço quebrado forma grupos que absorvem luz azul, o que a vista lê como amarelo. O ASA é acrilonitrila estireno acrilato, e o acrilato entrou na formulação para tirar do polímero a dupla ligação que o ABS carrega na borracha de butadieno, a que faz peça de ABS ficar cor de mel no para-brisa.
A carga escreve o segundo capítulo. Um polímero sob tensão constante escorre devagar, e o escoamento acelera com a peça quente e com a cadeia já quebrada pelo sol. O gancho não quebra de uma vez: desce um décimo de milímetro por semana até o vaso encostar no parapeito e o braço virar uma rampa.
O que vem a seguir são doze suportes idênticos parafusados no mesmo caixilho, seis em PLA branco e seis em ASA branco, por 56 dias de janela: quantos degraus de amarelo cada grupo andou num cartão de cor impresso, quanto o braço cedeu com dois quilos pendurados na ponta e quanto sobrou de margem com a peça saindo a 79 reais.
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I Projeto da Semana
Seis degraus de amarelo no cartão de cor
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Os suportes em PLA branco andaram seis degraus no cartão de cor em 56 dias. Os de ASA branco andaram um.
O corpo de prova foi um suporte de vaso com placa de 90 por 60 milímetros, braço de 120 milímetros e gancho em L de 35, o mesmo arquivo STL e o mesmo carretel de cor branca em cada material. Sessenta e dois gramas de PLA por peça, cinquenta e oito gramas de ASA por peça.
A janela é um caixilho de alumínio de 1,40 metro com vidro comum de 4 milímetros, e o parapeito recebeu 3h20 de sol direto por dia na média do período, cronometrado com o celular. Do lado de dentro, o ar bateu 44 graus nas tardes de céu limpo, com termômetro encostado na placa branca.
O cartão de cor foi impresso em papel fosco com dez degraus, do branco puro até um palha saturado, e ficou guardado numa gaveta escura entre as leituras. Toda sexta-feira, três pessoas encostaram o cartão na face virada para o vidro, sob a mesma lâmpada, e anotaram o degrau mais próximo sem ver a anotação anterior.
O amarelo do PLA apareceu cedo. Na segunda sexta-feira os três avaliadores já marcavam um degrau de diferença entre a face do vidro e a face da parede do mesmo suporte, e a curva subiu quase reta até a sexta semana, quando parou no sexto degrau.
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Polímeros expostos ao intemperismo sofrem cisão de cadeia e formação de grupos cromóforos, e a proteção prática depende de absorvedores de ultravioleta e de estabilizadores de radical incorporados à formulação.
Hans Zweifel, Ralph Dieter Maier e Michael Schiller, Plastics Additives Handbook, 2009
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O ASA parou no primeiro degrau na terceira semana e não se moveu. Quem pegava as duas peças dizia que a de ASA ficou "meio creme", e nenhum avaliador marcou degrau diferente entre a face do vidro e a da parede depois da quarta leitura.
A superfície contou outra parte. Quatro dos seis suportes em PLA ficaram com microfissuras visíveis contra a luz nos cantos do gancho, teia fina que o polegar sente como aspereza. Nos seis de ASA, o dedo achou só o risco de camada que já saiu da mesa.
Sobrou o teste do pano. Uma passada de álcool isopropílico com microfibra tirou poeira e gordura das doze peças e não devolveu meio degrau de branco em nenhum PLA: o amarelo mora na cadeia quebrada, não numa sujeira por cima.
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II Configurações Recomendadas
Os 100 graus de mesa que o ASA cobra
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Peça de janela pede material com o acrilato na formulação, e o acrilato só sai bem da mesa dentro de câmara fechada e com exaustão ligada. O ASA empena e delamina em bancada aberta com a mesma facilidade com que o PLA sai perfeito nela.
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O primeiro ponto é a câmara. Uma caixa fechada em torno da impressora segura o ar em 40 graus e faz a peça esfriar devagar, tirando a tensão que descola o canto. Sem câmara, cinco de cada seis placas levantam o canto antes da vigésima camada.
O segundo ponto é a exaustão. O ASA solta estireno enquanto imprime, com cheiro forte, e a caixa precisa de duto para fora ou de filtro de carvão ativado na saída. Quarto fechado com ASA rodando cinco horas é opção ruim para o pulmão de quem dorme ali.
Cinco passos do suporte que aguenta janela
Primeiro, suba a mesa para 100 graus e passe cola bastão em toda a área da placa. O vidro liso limpo não segura ASA de área grande, e a cola resolve o descolamento em quase todo lote sem custar nada.
Segundo, ponha o bico em 250 graus e desligue a ventoinha, no máximo 5 por cento nas pontes. A camada precisa chegar quente na de baixo para colar, e ventoinha ligada entrega peça que rasga com um puxão.
Terceiro, use quatro paredes e 30 por cento de giroide, e oriente o braço com as camadas em pé. Camada deitada faz o esforço do vaso puxar na linha de colagem, o ponto mais fraco de qualquer peça de filamento.
Quarto, ponha uma aba de oito milímetros em volta da placa e das pernas do gancho. A aba descola primeiro, e enquanto ela segura o pé da peça o resto sobe sem torcer.
Quinto, deixe o suporte esfriar na câmara por vinte minutos com a porta encostada. Puxar ASA quente para o ar de 20 graus trinca o canto da placa em quase metade das tentativas.
Uma armadilha comum é resolver o amarelo com tinta spray sobre o PLA. A tinta esconde a cor por dois meses, descasca no canto do gancho porque o suporte flexiona sob o vaso, e o material segue quebrando cadeia por baixo: o braço cede na velocidade de sempre com a peça parecendo nova.
Configuração fechada do lote aprovado em ASA: bico de 0,4 a 250 graus, mesa a 100, câmara em 40 graus com filtro de carvão, camada de 0,2, quatro paredes, 30 por cento de giroide, ventoinha em 5 por cento, aba de oito milímetros, cola bastão e vinte minutos de resfriamento com a porta encostada.
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