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Furo impresso sai menor que o furo desenhado. A tampa da caixa Dragão de Bolso foi impressa numa Prusa i3 montada de kit, em PLA (o plástico de amido de milho), e o paquímetro (o instrumento de bico que mede em centésimos de milímetro) mostrou a perda nos dois desenhos.
Como medir um furo pequeno
O bico interno do paquímetro mal cabe num furo de 6 milímetros, e a leitura muda com o ângulo. O jeito firme é usar pino de teste: uma broca lisa, usada pela haste, medida antes. Brocas de 5,9, 6,0 e 6,1 milímetros fizeram o papel.
No furo desenhado em 6,2, a broca de 6,1 entrou justa. O furo real tinha uns 6,1 milímetros. No furo de 6,05, só a broca de 5,9 passou, e a de 6,0 travou na boca: o furo real ficou perto de 5,95.
O ímã, medido no paquímetro, tinha 5,98 milímetros. Na primeira tampa sobravam 0,12 milímetro de folga, e o disco dançava. Na segunda faltavam 0,03, e o disco só entrava forçado.
Por que o furo encolhe
O fatiador (o programa que corta o modelo em camadas para a impressora) desenha o círculo como um polígono de lados retos, e cada lado corta um pouco da curva. Depois, o plástico quente esfria e puxa para dentro, fechando o furo mais um pouco.
Furo vertical, desenhado na tampa deitada, perde de 0,1 a 0,15 milímetro nessa máquina. O número varia com o filamento e com a impressora, e por esse motivo vem da plaquinha de teste da própria oficina, nunca de tabela alheia.
Furo para ímã se desenha pelo furo que a sua máquina entrega, medido com pino, e nunca pelo diâmetro escrito na embalagem do ímã.
Por que os ímãs saltaram
O disco de 6 por 3 tem pouca parede de contato: 3 milímetros de altura em volta. No furo apertado, o PLA segurava o ímã por atrito, e o atrito cede. O plástico sob pressão constante relaxa devagar, efeito que o hobby chama de fluência (a deformação lenta sob carga).
Cada abertura da tampa puxava o ímã para fora, na direção do par do corpo da caixa. O aperto já relaxado deixou o disco subir uma fração por vez. Na quinta abertura, dois saíram inteiros.
Os dois que saltaram estavam na borda de trás, junto à dobradiça imaginária onde a tampa é levantada. Ali o puxão chega primeiro e mais forte, porque a tampa abre girando e descola os ímãs de trás por último, um de cada vez.
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